O que é planejamento de obras?
O que é planejamento de obras?
Saiba o que é planejamento de obra e qual sua importância para o sucesso dos empreendimentos
Introdução
Sem dúvida, em menor ou maior grau, os conceitos de gestão estão presentes em todas as organizações. O que às vezes dificulta nosso entendimento é que nem sempre as nomenclaturas usadas são as mesmas; costumam mudar bastante de empresa para empresa.
Para complicar, existem termos, como “planejamento”, “qualidade” ou “orçamento”, que são usados ora para nomear ora departamentos, ora processos, ora relatórios.
Planejamento de Obras
Planejamento é um desses termos amplamente aplicados em muitas facetas de um negócio. Na maioria dos setores, departamentos de Planejamento, se referem às funções de “planejamento financeiro”, “planejamento estratégico” ou “orçamento organizacional”.
Isoladamente, “Planejamento” quer dizer pensar e definir COMO fazer, sendo o “Plano” o resultado do planejamento. Já o termo “obra” se refere à etapa de execução de um produto de um empreendimento de construção.
Juntando tudo, “Planejamento de Obra” é definir COMO executar o produto de um empreendimento de construção civil.

Planejamento define o COMO: o caminho e sua margem aceitável.
Em outras palavras: “Planejamento de Obra” é, para cada período de tempo desejado (dia, semana, mês, ano), definir tudo o que deve ser feito, quem deverá fazer, quando cada coisa deverá ser iniciada, a que velocidade deverá ser executada, com quais insumos, e quanto deveremos gastar em cada coisa.
Para produzir essas informações, as construtoras e incorporadoras apresentam departamentos inteiros de Planejamento (nas empresas de grande estrutura fixa) e consultorias terceirizadas (é comum vermos uma parte do trabalho do planejamento sendo terceirizada para agilidade e oxigenação de ideias na empresa). Esses departamentos e consultorias de planejamento possuem algumas ou muitas das seguintes atribuições:
- fazer a viabilidade econômico-financeira de determinado produto;
- elaborar o fluxo de caixa do empreendimento;
- pesquisar de soluções executivas para utilizar em determinados produtos;
- realizar a coordenação de projetistas;
- elaborar memoriais descritivos;
- fazer o orçamento analítico da obra;
- fazer o cronograma de atividades da obra;
- desenvolver produtos imobiliários;
- elaborar layout de canteiro de obras;
- fazer o cronograma de compras e contratações da obra;
- elaborar o plano de qualidade da obra;
- elaborar planilha de controle de serviços e materiais;
- e a lista se estende…
Importância do Planejamento
O que vimos até aqui demostra um grande esforço para se gerar planos o planejamento de obra, então, por que todo esse esforço se o planejamento de obra em si não produz uma parede sequer que possa ser entregue ao cliente? Afinal, quem faz o trabalho que pode ser usufruído por um cliente é a equipe de execução da obra, que transforma o que foi planejado em produto.
O fato é que o plano é o que norteia o trabalho da equipe executora da obra para que o produto seja construído. E como o produto é caro e o tempo de construção é longo, investimos esforços no planejamento: porque há pouco espaço para tentativa e erro.
Para realmente enxergar o valor do planejamento, ainda falta acrescentarmos dois componentes nessa estória. No meio do caminho, antes de termos o produto final, para todas as pessoas envolvidas tomarem ciência de que a execução está fazendo um bom trabalho, unir-se-ão ao Planejamento, o Monitoramento e Controle. Entra em cena o famoso “Planejado X Realizado”.

MONITORAMENTO mede onde estamos – CONTROLE age para manter dentro das margens.
O monitoramento trata de medir algumas variáveis do que foi efetivamente realizado pela execução e de comparar seus valores com os valores que o plano dizia que deveriam estar desempenhando.
Em seguida, o Controle de obra implementa ações a serem realizadas para que o desempenho da obra não saia dos limites desejados. Ou seja, o Controle de obras atua quando o monitoramento apresentar:
- diferenças entre o que foi realizado e o que que foi planejado, ou;
- tendências de que o desempenho da obra possa sair fora de controle em breve.
Softwares, Sistemas e Ferramentas
Sim, é recomendável o uso de softwares e ferramentas. Hoje temos todo tipo de sistemas e dispositivos e existem milhares sendo criados e aprimorados. Com mais facilidade de acesso e custos diminuindo, a tecnologia agiliza e economiza.
A única ressalva é que, se sua empresa ainda não tem todos esses processos integrados, ela não pode se beneficiar totalmente de sistema algum, por melhor que este seja. Muitas empresas sabem que podem fazer melhor e partem direto para a aquisição de um sistema, na esperança de que ele resolva todos os problemas. Isso pode acabar piorando tudo, porque a implantação de um sistema demanda muito esforço, conhecimento e dinheiro.
Portanto, use softwares, sistemas e ferramentas, mas, antes, integre seus processos de planejamento, monitoramento e controle de obras e tire o máximo da ferramenta.
Em tempos de Coronavirus, isso só agrega ainda mais valor para as organizações.
Conclusão
Possuir processos integrados, completos e robustos de planejamento de obras (e seus “irmãos” monitoramento e controle) já é muito acessível a qualquer empresa: terceirizar está mais simples e a tecnologia está mais acessível.
Buscando a excelência, é impressionante quanta sinergia positiva emerge entre os processos, os departamentos, os consultores, os sistemas de informação, as obras e a organização.
Como recado final, veja em que ponto sua empresa está e construa, além de obras, processos integrados e de excelência.
Assim, você aumentará as chances de sucesso de seus empreendimentos, aumentará o conhecimento e a eficiências de custo e diminuirá riscos.



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